LÁ VEM...
Pois bem, é chegado o fim do ano ("2009 - O Ano em que Faremos Contrato" era uma piada antiga, mas no final das contas até que virou realidade, mais ou menos) e todos idiotas fazem suas listinhas de merdas preferidas. É um hábito jeca, mas como - segundo meu analista - preciso me enturmar e fazer novos amigos, vamos lá: - MELHOR LIVRO QUE LI ESSE ANO: 
- MELHOR QUADRINHO BRASILEIRO: 
- MELHOR QUADRINHO GRINGO: 
- MELHOR FILME: 
- MELHOR GIBI: 
- MELHOR COISA QUE ESTÁ PASSANDO NA MERDA DA TV: 
- MELHOR DESENHISTA QUE CONHECI ESSE ANO (HÁ UM EMPATE): 

- MELHOR LIVRO QUE INFELIZMENTE JAMAIS SERÁ PUBLICADO NA JECOLÂNDIA: 
- MELHOR EVENTO/CATACLISMA QUE INFELIZMENTE NÃO ACONTECEU ESSE ANO: 
*************************************************** DICAS PARA UM 2010 MELHOR: - Distribuir armas e munição na saída dos estádios; - Permitir o aborto até os 21 anos do feto; - Imposto para quem avisa via twitter/facebook/facefuck que vai almoçar, jantar ou tomar um chopp na esquina; - Castração obrigatória de quem é eleito; - Criar bares com entrada exclusiva para fumantes; - Azulejar as praias; - Prisão sem direito a fiança para quem falar "Noooossa, você NÃO provou o iogurte com sorvete???" e "Caaaara, você TEM que provar o cone de salmão!!!"; - Execução sumária do cidadão/cidadã que começar a tocar violão em festas; - Extradição imediata de todas integrantes do brazilian lesbo folk; - Impostos brutais para novos poetas.
Escrito por Allan Sieber às 10:09
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“Eu quero viver minha vida, e não registrá-la”
Muito pertinente ensaio de David Carr que saiu essa segunda no suplemento do The New York Times da Folha de S.Paulo. ***************************** Uma Casa Branca sob os refletores Quando Barack Obama se tornou presidente dos EUA, prometeu “uma nova era de abertura”. Após quase um ano de cobertura na mídia que pareceu totalmente pró-Obama, e que terminou com um casal de reality show invadindo um jantar de Estado na Casa Branca, acho que seria bom um pouco menos de exposição. Quando Michaele e Tareq Salahi entraram sem convite na Casa Branca para um jantar, no mês passado, a equipe de câmera do futuro reality show “The Real Housewives of Washington”, da TV Bravo, ficou esperando lá fora, mas sua presença não teria rompido muito o atual protocolo. Afinal, como grande parte da vida diária lá, a visita foi registrada e colocada no Flickr da Casa Branca, a janela sempre aberta da “casa do povo”, um apelido que nunca foi mais adequado do que para os atuais moradores. Considerando-se o site da Casa Branca na web, que é volumoso e rico em mídias, sua página no Facebook, galerias de fotos e podcasts no iTunes, a Presidência parece menos ameaçada pela incursão de um reality show do que dirigir um governo que corre o risco de se tornar um. Em um esforço para continuar conectado ao mundo da mídia social que fez parte de sua vitória eleitoral, o governo Obama pode ser culpado de uma ofensa contemporânea muito comum: o excesso de participação. “No contexto de um presidente que você vê e escuta o tempo todo, qual a importância do discurso em West Point [quando Obama anunciou o envio de mais soldados ao Afeganistão], o mais importante de sua Presidência?”, pergunta Lawrence O’Donnell, produtor e roteirista do seriado de TV “The West Wing” e analista da MSNBC. “Passa a ser como os boletins meteorológicos, apenas mais uma de muitas mensagens do presidente.” O presidente não pode ser culpado porque alguns idiotas tentaram ganhar notoriedade em sua presença, mas seu amor pela câmera o deixa vulnerável a sugestões de que ele se esforça demais para aparecer como presidente e não se ocupa demais sendo um. A Casa Branca, que foi uma espécie de palácio imperial sob George W. Bush, tornou-se o lugar mais infestado por câmeras depois de “Big Brother”. Oprah Winfrey esteve lá recentemente com uma equipe de TV. Conversou com o casal presidencial e mostrou a decoração de Natal. Ela e a primeira-dama dividiram a capa da revista de Oprah, “O”, em abril (não confundir com a capa de “Vogue” que estampou Michelle Obama em março). A senhora Obama também estrelará um episódio do programa de culinária “Iron Chef” em janeiro e já fez uma participação ao vivo, da Casa Branca, no programa do comediante Jay Leno. Os penetras da festa não estavam tanto invadindo a privacidade dos Obama quanto tentando conseguir um pouco da abundante atenção da mídia que já estava lá. Não é como se eles fossem as únicas pessoas ligadas à mídia que participaram: Brian Williams, âncora do “NBC Nightly News”, e Jeffrey Immelt, da General Electric, que acabara de anunciar que ia vender a participação majoritária na NBC Universal, estavam no mesmo jantar oficial. Eles são mais ou menos aparentados por afiliação dos penetras, porque a Bravo, a líder da equipe de câmera, é uma divisão da NBC Universal. Williams e o presidente já são amigos, tendo saído para comer hambúrgueres há poucos meses com uma equipe de câmera. Ronald Reagan (1981-89) foi o primeiro presidente a jantar como cliente em um restaurante público, mas este era o exclusivo Le Cirque, e não foram permitidas câmeras. E, quando Andy Warhol comentou o evento, foi em seu diário, e não em uma página do Facebook. “[Na campanha], os Obama foram mostrados como uma espécie de reality show ao público. Nós ouvimos falar de seus jantares com Michelle e nos sentimos como se os conhecêssemos”, diz Michael Hirschorn, diretor da Ish Entertainment, que produz reality shows. “Mas, agora que ele está no cargo, existe o perigo de a mística desaparecer. O problema da mídia social e do vídeo constante é que isso corre como água e reduz tudo ao mesmo nível. Nem tudo é especial, e tudo se torna conteúdo, mesmo que seja o presidente.” O clamor, na mídia ou não, que os Obama criaram em Washington traz à mente, é claro, outro jovem e belo casal com filhos lindos que encantou o país. Afinal, foi Jacqueline Kennedy quem introduziu a versão televisiva da Casa Branca para os cidadãos, dando uma visita à CBS News. Mas o vislumbre foi cuidadosamente roteirizado, segundo a máxima de Jacqueline: “mínima informação com o máximo de delicadeza”. Assistindo a essa visita mais de 40 anos depois no YouTube, ela parece menos a alvorada de uma nova era da mídia do que uma estranha lembrança de uma era passada, quando era enorme a distância entre a imprensa e a Presidência. Jackie Kennedy pode ter sido glamourosa e feito sua parcela de gerenciamento de imagem, mas teve um relacionamento casto com a câmera e o público. “Eu quero viver minha vida, e não registrá-la”, ela disse.
Escrito por Allan Sieber às 22:27
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FRAGMENTO
Anos atrás uma amiga insistia para que eu escrevesse um texto para o teatro. Objetei que, além do meu sofrível português, meu texto não era lá essas coisas e mal dava para os quadrinhos que eu faço (se considerarmos a junção de desenho pobre e texto paupérrimo então...). Também tinha meus pés atrás com os atores e seus malditos "cacos". Sem falar na figura do diretor... Mas eis que minha valorosa amiga veio com um argumento imbatível: - Allan, você pode ganhar dinheiro com isso. Pronto! Nasceu um dramaturgo! Desde então patino num texto medíocre com o nome provisório de "Acontece nas piores famílias". A coisa não anda, CLARO. Se me pagassem uma grana adiantado... Sou como aqueles cachorros de corrida: preciso de uma lebre de metal para correr com empenho. Sim, sempre ele...O vil metal. Pois bem, eis um fragmento dessa maravilha: 
*************************************** Falando em dramaturgia, mas agora Dramaturgia, estou na torcida para que o Mario Bortolotto se recupere dessa. PS: Em SP, quem quiser doar sangue para ele favor ir até a Santa Casa, na rua Cesário Motta Jr, 112.
Escrito por Allan Sieber às 18:50
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