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O que é isto?



TIRAS QUE ME FAZEM LEVANTAR DA CAMA

No dia em que eu desenhar como esse  Ryan Pequin, encerro minha missão nesse Vale de Lágrimas.




Allan Sieber - 11:02 [   ] [ envie esta mensagem ]





MISTER M DOS QUADRINHOS (RELOADED)

Página que saiu segunda passada no Folhateen.




Allan Sieber - 13:52 [   ] [ envie esta mensagem ]





LONDRIX 2009

Amanhã - sábado - participarei do debate sobre quadrinhos "Tradição & Novos tempos", com Eloyr Pacheco e Sonia Luyten, ás 14h30, dentro da programação do Festival Literário de Londrina 2009.




Allan Sieber - 15:43 [   ] [ envie esta mensagem ]





O EVENTO ANTISSOCIAL DO ANO




Allan Sieber - 13:55 [   ] [ envie esta mensagem ]





ACREDITE SE QUISER




Allan Sieber - 06:13 [   ] [ envie esta mensagem ]





PRETO NO BRANCO




Allan Sieber - 09:28 [   ] [ envie esta mensagem ]





ONTEM NO JB

Texto que saiu ontem no Jornal do Brasil sobre o novo livro.

Allan Sieber cria retratos ácidos em 'É tudo mais ou menos verdade'

Bolívar Torres, JB Online

 

RIO DE JANEIRO - Imparcialidade, isenção, e credibilidade. O manual do bom jornalismo com certeza não prega os mesmos ensinamentos do quadrinista gaúcho Allan Sieber, que prefere a via tendenciosa, parcial e levemente – ou, vá lá, pesadamente – ficcional de É tudo mais ou menos verdade, que reúne algumas de suas “reportagens” em quadrinhos realizadas para revistas como Trip, playboy e Zé Pereira, e está sendo lançado na 14º Bienal do Livro, mas sem a presença do autor para autógrafos (“Graças a Deus, não preciso ir até lá”, brinca).

Os ombudsmen de plantão podem até reclamar, mas não deixarão de sorrir amarelo com as coberturas sarcásticas das afetações do Fashion Week, das vaidades e beletrismos da última Flip, ou ainda do retrato da bizarrice social e humana presente nos favelas tours para turistas (também conhecidos como favela safári) , ou nos cursos de sedução barata. Conhecido por seu humor escrachado, Sieber cria sem remorso suas próprias regras jornalísticas para invadir as teias organizadas do nosso mundo e encontrar as mais variadas perversões.

– Com certeza, é o mais próximo que eu cheguei do jornalismo em quadrinhos, mesmo que muita gente mais gabaritada, como Joe Sacco, tenha feito melhor. Não tenho nenhum compromisso em ser fiel aos fatos. É apenas a minha percepção. E claro, está mais atrelado ao viés do humor do que dos fatos – diz Sieber, que recusa, porém, o rótulo de repórter gonzo. – O gonzo é o estilo de um homem só. Ninguém conseguiu emular o que o Hunter Thompson fez, que é se entupir de drogas e álcool e ainda assim produzir algo de qualidade.

Hitler no Leblon

Além das citadas “reportagens”, a coletânea traz outros trabalhos do quadrinista, como narrativas memorialistas, fábulas (com as suas recorrentes figuras antropomórficas) ou simples desenhos anunciando shows com seu amigo Flu, com quem volta e meia se apresenta misturando música e desenhos ao vivo. Assim como a diversidade temática, o traço de Sieber também não se prende a um padrão definido, às vezes mais livre, outras mais rigoroso. Mas, atravessando todos seus desenhos, a análise dos costumes se mantém como o fio condutor de sua obra. Observador atento, o desenhista não se furta em se apropriar das referências modernas que nos cercam e nos definem.

– Eu me interesso pelo cotidiano – diz o quadrinista, que criou o autorretrato exclusivo que ilustra a capa do Caderno B. – Tento ligar minhas tiras ao nosso tempo, mas sem que fique datado. Minha preocupação é que, daqui a 30 anos, as referências não se percam. Meu trabalho é 90% observação. Se você sentar na mesa de um restaurante e ficar atento ao que se passa ao redor, sempre vai ter material, porque as pessoas são muito estúpidas. Fecham-se em prisões particulares: o cara sai na rua de óculos escuros, boné, fone de ouvido, sem perceber o que se passa ao seu lado.

Enquanto a sátira corre solta nos quadrinhos, grupos sociais e “tribos” surgem diante dos nossos olhos. Haja playboys, patricinhas, pitboys, emos, “punks mamãe” e outros garotos de apartamento revoltados (“O cara se diz punk, usa cabelo espetado, tatuagem, piercing e, de repente, a mãe dele lhe leva Nescau na cama”, dispara o desenhista). As redes sociais – orkuts, twitters e fotologs e outras ferramentas de espetacularização do indivíduo – também não escapam do pincel ferino de Sieber.

– É doido, as pessoas perderam a noção do que é público e privado de um jeito patético e absurdo – diz o autor. – Acordam e escrevem num twitter ou num blog: “Hoje tô de ressaca. Acho que vou vomitar”. E depois completa: “Não, não vou”. Todo mundo quer ser o biógrafo instantâneo de si mesmo. O resultado são histórias desinteressantes contadas de um jeito mais desinteressante ainda.

O próprio Sieber, porém, não se furta em colocar sua intimidade nas narrativas. Difícil não encontrar um desenho sem sua figura, que às vezes se impõe como distanciada e lacônica, outras como histérica, junkie e cheia de manias. Criando um personagem de si mesmo, o desenhista expõe suas crises conjugais, seus excessos de copo e seus traumas de uma infância humilde e antissocial.

–Tem muito de exagero – diz o desenhista, mas logo muda de ideia: – Quer dizer, na verdade acho que na vida real sou mais neurótico e menos engraçado. No retrato, tendo a dourar a pílula. Sempre alguém reclama cobrando veracidade, diz que eu me desenho mais magro do que sou, ou com mais cabelo. Mas este é um personagem fixo que eu estabeleci. O desenho cria um estereótipo. É inevitável.

Nascido em Porto Alegre, Sieber está desde 1999 no Rio, onde criou a produtora Toscographics (“a menor megacorporação do mundo”), que produz animações e vinhetas. A condição de “estrangeiro” apenas aguçou seu interesse pela observação. Em Hitler no Leblon, que imagina como seria se o líder nazista estivesse vivo e morasse no bairro, o desenhista faz um resumo ácido das idiossincrasias da Zona Sul carioca. Estão lá fenômenos como o biscoito “grobo”, Manoel Carlos, o parasitismo estatal da classe artística, a alienação e o preconceito. É no aconchegante bairro que “Seu Dodô” bebe sucos no SS Lanches, aprecia rodas de samba (porque “não tem nenhum negro”) e conquista a juventude queimando mendigos.

– Nos últimos anos, percebi que Rio e Porto Alegre têm muitas semelhanças. Ambas têm um certo orgulho de si mesmas, por motivos bizarros. Como dizer que o pôr do sol do Guaíba é o mais bonito do mundo... Mentira! O Guaíba é um lago podre, nojento. No Rio, aplaudem o pôr do sol de Ipanema, essas coisas idiotas. E as duas cidades têm um lado pequeno e provinciano. A Zona Sul é uma tripinha, as pessoas não saem dali.

Para continuar estreitando as relações entre quadrinhos e jornalismo, Sieber prepara uma adaptação das reportagens de João do Rio, que deve ficar pronta até o fim do ano.

– Tenho uma sensação de intimidade com João do Rio, um personagem que transitava desde a alta burguesia até a ralé, das festas chiques ao cais e casas de ópio, com um olhar irônico e sarcástico. São relatos de costumes, como procuro nos meus quadrinhos e que mostra o que eu mostro: há 100 anos as pessoas eram estúpidas, como continuarão sendo daqui a 100 anos.

Combinação entre texto e desenho vem do século 17

Combinação entre jornalismo e quadrinhos é caso antigo. Sua origem está nas charges e caricaturas dos jornais do século 17, os precursores do movimento que alia a representação gráfica a reportagens. Mas é a partir da década de 80 que Joe Sacco cunha o termo “jornalismo em quadrinhos”, incorporando os métodos de apuração jornalística a suas obras. Pela publicação de Palestina – Uma nação ocupada, onde enquadra a realidade dos campos de batalha do Oriente Médio, ele recebeu o prêmio American Book Awards em 1996 e, desde então, as documentações do repórter e quadrinista nascido na Ilha de Malta são respeitadas como importantes retratos das áreas de conflito – ele também passou por Iraque e Bósnia.

Talvez pela crueldade das imagens, os temas de guerra são os que mais recorrem ao gênero, utilizando-se principalmete de recursos híbridos entre ficção e biografia. Ainda nos anos 80, Maus, clássica graphic novel do americano Art Spiegelman, acompanha a luta de seu pai judeu para sobreviver ao Holocausto. Mais recentemente, a iraniana Marjane Satrapi narrou sua história em meio à Revolução Islâmica em Persépolis (2000), e o americano Josh Neufeld retratou a tragédia do furacão Katrina, que arrasou Nova Orleans, no recém-lançado livro ilustrado A.D.: New Orleans after the deluge.

Para Allan Sieber, o uso dos desenhos para ilustrar as matérias em lugar de fotografias enriquece o trabalho jornalístico:

– O repórter e o “fotógrafo” acabam se juntando na mesma pessoa, que vai a campo e captura o ambiente com o traço. O desenho é uma ótima forma de se contar uma história. Pode ser mais fiel do que uma foto.




Allan Sieber - 16:34 [   ] [ envie esta mensagem ]





PROGRAMAÇÃO

Amanhã - sexta-feira - participarei de uma mesa no FEIA 10, o décimo Festival do Instituto de Artes da Unicamp. Será às 14h, na Casa do Lago e o tema é "Quadrinhos e Adaptações". Participarão do debate Jorge Coli, Gonçalo Junior e Paulo Ramos.

 

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E sábado tem mais uma edição do De Modo Geral, organizada pelo incansável hooligan Paulo Scott.




Allan Sieber - 10:47 [   ] [ envie esta mensagem ]








Allan Sieber - 10:38 [   ] [ envie esta mensagem ]





BATE-PAPO NO UOL

Amigos, hoje ás 20h tem chat comigo no UOL. Falarei sobre meu novo álbum- "É tudo mais ou menos verdade" - que foi para as livrarias semana passada, meus mirabolantes planos para o futuro e as recentes férias no Caribe.

See ya!




Allan Sieber - 10:57 [   ] [ envie esta mensagem ]





PRETO NO BRANCO




Allan Sieber - 10:51 [   ] [ envie esta mensagem ]





UEBA

Lourenço Mutarelli na área.




Allan Sieber - 11:36 [   ] [ envie esta mensagem ]





FONTES & JÉZA

O multitarefas Tony de Marco fez algumas fontes com minha letra tempos atrás e me pediu um cartum onde eu as usasse. Ei-lo.




Allan Sieber - 12:18 [   ] [ envie esta mensagem ]





MOMENTO PEDRO ALICE

Paro qualquer coisa que estiver fazendo para ouvir algo que meu amigo Pedro Alice tem a dizer.

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Pequeno Guia Espiritual de Pedro Alice*

Nesta época de dissolução da família e decadência dos valores morais que, eclipsados pelo narcisismo materialista auto-indulgente da civilização ocidental, ameaçam extinguir-se sem deixar rastro. O fruto amargo desta tragédia já pode ser degustado: ódio, violência, drogadição, alcoolismo, pederastia, suicídio, aborto, depressão, obesidade.

Este guia foi concebido no intuito de estimular as novas gerações, principalmente as crianças, a desvendar o rico e estimulante universo da vida espiritual.

Democraticamente são abordadas diversas religiões, onde o leitor terá a oportunidade de escolher a forma de comunhão com o Ser Supremo e a Eternidade com que melhor se identificar.
Inspirado no trabalho do renomado pedagogo, psicólogo infantil e proctologista, rev. Ambrose Hawtorne Bierce.


Catolicismo

Culto gastronômico onde deveremos beber o sangue de Deus, e comer sua carne. Isto não será feito por sadismo, e sim para melhor absorver a divindade através de nossos intestinos.

Protestantismo
Versão menos canibal do catolicismo que não tentará nos deprimir através do uso de imagens, pois prefere utilizar a música para atingir este objetivo.

Evangélicos Pentecostais
Miríades de seitas que possuem um ponto em comum: nelas você poderá ter tanto Deus quanto puder comprar. No Brasil permite-se o futebol com estátuas.

Budismo
Religião na qual você precisará morrer muitas vezes, algumas delas no zoológico.

Judaísmo

Fé onde os meninos terão seu pênis mutilado. Em compensação, poderão usar um chapeuzinho.

Islamismo
Crença que concede à mulher o privilégio de vestir-se com uma barraca.

Espiritismo
Manifestação religiosa que permite que você se divirta conversando com fantasmas.

Ateísmo
No ateísmo, ao contrário das outras religiões, você desperdiçará o seu tempo com as coisas nas quais não acredita.


*Pedro Alice, teólogo e artista gráfico.




Allan Sieber - 13:24 [   ] [ envie esta mensagem ]





NOIR SUR BLANC




Allan Sieber - 13:38 [   ] [ envie esta mensagem ]





MZK

O genial MZK na Choque Cultural.




Allan Sieber - 09:22 [   ] [ envie esta mensagem ]





PLAYBOY




Allan Sieber - 10:46 [   ] [ envie esta mensagem ]





PRETO NO BRANCO




Allan Sieber - 08:31 [   ] [ envie esta mensagem ]






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