O tradicional Curta Cinema, festival internacional de curtas no Rio, começa hoje e essas são as sessões onde passa Animadores, o último filme da Tosco:
Que tal umas camisas? Se interessar, comprem aqui.
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E domingo tem as eleições. Boa sorte e juízo para todos. Eu mesmo nunca votei pelo simples motivo de que não acredito em alguém que tem como vocação mandar nos outros. Já começou errado. É como policial, que escolhe como carreira a profissão de prender e bater nos seus semelhantes.
Pra começar, mais um Preto no Branco, a tira com menos sex appeal do mundo.
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Falando em sex appeal, estreiou na home de humor do UOL o site da Chiquinha, que vem a ser a Penélope Charmosa dos quadrinhos brasileiros.
Deixem-me contar uma pequena história.
No distante meio da década de 90, um miserável (ainda mais miserável que hoje, incrível) Allan tentava faturar uns trocados em Porto Alegre dando uma oficina de quadrinhos junto com o grande Fabio Zimbres. Na verdade eu ficava fumando Derbys e o Fabio fazia o trabalho pesado. Até que funcionava, porque além de eu não entender patavinas de quadrinhos, os alunos se afastavam do fedor das minhas meias e ficavam livres para falar com quem entendia do assunto, no caso o Fabio. Pois bem, entre nossos brilhantes "alunos" havia uma adolescente levemente antisocial que abandonou o "curso" depois de dois dias. Saquei que a mina tinha futuro e era esperta... Claro que vocês sabem de quem estou falando.
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E pra finalizar, uma emocionante entrevista comigo aqui.
Uau, dessa vez os gênios da publicidade acertaram em cheio no alvo dessa campanha pra cerveja: a molecada cada vez mais bunda mole no grande parque temático de maricas (copyright Arnaldo Branco) que o mundo se tornou. Parabéns, moçada.
Eu vejo o Rafael Sica como o cara que faz as tiras mais interessantes atualmente. O desenho dele parece ter saído direto da sua cabeça e é dificil achar alguma influência. E o conteúdo varia de um humor fino até a pura melancolia. Invejo muito esse cara.
Pois bem, esse monstrinho está com exposição marcada para o próximo sábado, lá no Museu do Trabalho em Porto Alegre.
Tenho acumulado alguns cadernos de desenho ao longo dos anos. Uma hora depois do primeiro ansiolítico do dia me empolgo com a possibilidade de um dia reunir uma seleção desses desenhos num livro, mas depois lembro dos sketchbooks maravilhosos que já vi publicados e a empolgação some.
Amanhã (sexta) estarei em Goiânia participando do 8º Goiânia Mostra Curtas. Amanhã na competição de curtas nacionais passa "Animadores", a última produção da Toscographics. E no sábado, também no Teatro Goiânia ás 19h, tem o lançamento do meu best seller Mais Preto no Branco.
E segue lá na Zé Pereira a saga das resenhas assassinas dos filmes do Festival do Rio. Entre outros, me acompanham nessa empreitada os indomáveis Flu e Arnaldo Branco. Hoje vou furar a ZP e publicar aqui minha crítica/cartum sobre "Aquiles e a tartaruga", do gênio Takeshi Kitano.
No Japão, Takeshi Kitano - ou Beat Takeshi - é um comediante dos mais populares, uma espécie de Didi Mocó* japonês. Pois é, cada país tem o Renato Aragão que merece e é dificil imaginar um Kitano fazendo filme com a Xuxa.
O filme em questão é sobre um pintor fracassado e suas tentativas infames de "se dar bem" no mercado da arte. É uma cagada depois da outra. Recomendo com força para qualquer estudante de Belas Artes ou Desenho.
* Devo dizer que no final dos anos 70 e começo dos anos 80 "Os Trapalhões" era a única coisa que iluminava meus tristes domingos. Eu esperava ansioso pelas 19h.
Última coluna do playboy Afrânio Mendez. No seu lugar entrou uma série chamada "Grandes Falsificações da Pintura Universal", onde estupro grandes quadros.